BGS 2017 e o Mercado dos Games

Olá amigos! Aproveitando o assunto da BGS que ainda está quente, no texto de hoje pretendo comentar sobre o Mercado dos Games.

Como vocês já sabem, semana passada terminou mais uma BGS – Brasil Game Show. Eu estive por lá e constatei algumas coisas interessantes e quero compartilhar a reflexão com quem lê nossas colunas no ZETA.

Primeiramente, vou falar sobre o intuito das grandes e pequenas empresas neste evento devido à crise, e o que eles estão pensando e fazendo; depois vou falar sobre os iniciantes (pequenos empreendedores) que estavam em área separada no evento.

Vamos lá!

Objetivo das grandes marcas do mercado dos games

Microsoft x Sony
2 gigantes no mercado!

As grandes marcas como Microsoft (Xbox), Sony (Playstation), entre outras, montaram stands enormes que impressionavam a todos que por lá passavam. Qual o intuito disso?

VENDER!!!!

Isso mesmo, os investimentos milionários de todas as grandes empresas tem como objetivo buscar o consumidor final, o jogador, para simplesmente vender, e vender muito.

Essas grandes empresas já se consolidaram no mercado.  A Sony, por exemplo, desde 1994, quando lançou o primeiro console do Playstation vem liderando o ranking de vendas mundial. As outras não ficam atrás, todas crescem com o número de novos jogadores e investimentos em novas tecnologias.

Mas isso é Business, negócios meus caros; cada ação de marketing, cada centavo investido garante mais adeptos para essas marcas.

Por isso, eu acredito que essas grandes empresas tiveram seus objetivos conquistados nesta BGS, porque tivemos gente de todo canto do Brasil. Eu mesmo cheguei a entrevistar alguns jogadores, e constatei que continuarão comprando seus jogos.
Podem estar gastando um pouco menos, devido à crise, mas continuam gastando, afinal, o mercado dos games continua em expansão.

Esse é a realidade das grandes empresas já citadas, mas agora você deve estar pensando:

Mas e as pequenas empresas e criadores independentes?

Jogos Independentes - Mercado dos Games

Os novos empreendedores estão chateados, porque por mais que invistam em novos jogos, não existem muitos adeptos; a grande maioria ainda prefere o que já tem nome no mercado.

Muitos que entrevistei disseram que o que venderam não paga o custo investido na BGS.

Para exemplificar é mais ou menos assim: o cara cria um jogo para smartphone e para pagar o custo deste jogo, ele precisa cobrar em torno de US$ 1,5 (um dólar e meio). A grande questão é que não se cria um jogo totalmente novo, uma ideia inovadora; sempre são jogos baseados em jogos que já existem. Então o consumidor prefere baixar um jogo similar gratuito no seu smartphone.

Como prova disso, entrevistei um garoto de 15 anos, Peterson de Sertãozinho, interior de São Paulo. Ele me disse que não paga nem R$ 1,00 (um real) num jogo que existe um similar gratuito no mercado.

Então fica a pergunta: Como esse novo empreendedor vai sobreviver?

Se não for uma ideia SENSACIONAL, esqueça! Olha, eu andei nessa BGS, e não encontrei nenhum jogo que fosse:

UAU!!!!! Esse eu nunca vi!!!!! 😱

E por isso, o que fica é simples: Não surgiu ainda ninguém que criasse algo realmente novo para impressionar.  É como diria o velho guerreiro (Chacrinha): “Nada se cria, tudo se copia”.

Neco Ribeiro

Formado em Artes Cênicas, Psicologia e PNL, Palestrante, Consultor, escritor, Coach e artista performático. É professor nas áreas de motivação e vendas no centro de formação do Sindicato dos Bancários do ABC em Santo André, trabalha como Ator performático(free lancer) pela empresa Um, Dois, feijão com arroz (www.umdois.com.br ) desde 1999 fazendo recreação, escultura com balões, telegramas animados, apresentador animado, mestre de cerimônia e performance artística. É gestor de RH na L3 CRM Consultoria(www.l3.com.br). Trabalha como consultor nas áreas de RH e Comercial desde 2008. Escreveu o livro “Ser Positivo” que está em sua segunda edição. E está prestes a terminar o novo livro de nome provisório “SUPERAÇÃO o X da questão”.