Che fala da Internet das Coisas em palestra na Campus Party

A Campus Party 2016, um dos maiores eventos tecnológicos relacionados a internet, terminou nesse último sábado. Na Campus Party tivemos uma palestra muito interessante sobre Internet das Coisas com Evgeny Chereshnev, vulgo (Che), como ele mesmo prefere, pois argumenta que seu nome é impronunciável.

Che é um apaixonado pelo mercado de TI e em 2015 implantou um chip NFC (Near Field Communication), algo como comunicação em campo aproximado. Em resumo é uma especificação que permite comunicação sem fio (wireless) entre dispositivos nos quais a conexão se estabelece a partir da aproximação entre os mesmos, sem que o usuário tenha que digitar senhas, clicar em botões ou qualquer ação para estabelecer a conexão.

Che é hoje Vice Presidente Global de Marketing de Consumo na Kaspersky Lab e possui profundos conhecimentos em software, tecnologias web, desenvolvimento de software mobile e marketing digital.

O que disse Che em sua palestra na CPBR9

O especialista russo contou ao público presente e aos que assistiam a palestra pelo Live, como é viver com um bio chip NFC implantado na sua mão esquerda há um ano.

Entre os motivos que o levaram a experimentar em si mesmo uma tecnologia ainda em desenvolvimento, Che explica que vê a internet das coisas por um outro ângulo, Che vê o usuário no centro de tudo e não os dispositivos.

Hoje você precisa de um dispositivo para ativar tudo. Se você tem um bio chip nas mãos, isso muda.

Che conta em sua palestra que está com o bio chip há um ano e o mesmo está para ser atualizado em breve. Até agora, não enfrentou problemas de rejeição e, por precaução, usou vidro orgânico no revestimento. O chip é bem pequeno – 2 x 12 milímetros – e se comunica com aparelhos via radiofrequência por meio da tecnologia RFID.

che

 

Che lista vários benefícios para o uso do bio chip como, por exemplo, abrir portas, acabar com senhas, criar e checar dados médicos, desbloquear aparelhos com smartphones, fazer pagamentos, confirmar licença para dirigir, dar partida em um carro, autenticação de passaporte online em qualquer lugar do mundo, dentre outras vantagens.

Em vídeos, o executivo mostrou como opera ações imediatas em smartphones na sua rotina. O cyborg, como se apresenta, sequer usa crachá para entrar nos escritórios da Kaspersky.

 

Um outra vantagem do bio chip, segundo o russo, é que o usuário dono do chip é dono dos seus próprios dados e não é rastreado nos smartphones, com conexão sem fio sincronizando dados.

Segundo Che o rastreamento constante de empresas com Google e Facebook nos tira a liberdade e emprega o termo “feudalismo digital”.

che

 

Eu tenho um sonho, por isso estou aqui. Podemos mudar essa realidade. Precisamos criar o conceito de dados pessoais como propriedade privada, encerra.

 

E você o que pensa sobre os bio chips? Deixe aqui sua opinião sobre o assunto.

 

Carlos Eduardo B. Souza

Carlos Eduardo, 23 anos,técnico em Gestão Empresarial, estudante de Sistemas para Internet - FATEC-Carapicuíba, gosta de se aventurar no mundo do Design e um apaixonado por cinema, jogos e poker.