Olá leitores! Um grande comediante, Jerry Seinfeld, tinha uma piada muito interessante (mais interessante do que engraçada) sobre o fato de que quando nos tornamos adultos adquirimos poucos novos amigos (de verdade). Essa piada me fez pensar e escrever sobre comunidade.

É o seguinte…

Sabemos que o ser humano é um ser social, e por isso vive em sociedade.

 Sabemos também que uma sociedade não é composta apenas por indivíduos. Os indivíduos sempre acabam fazendo parte de grupos que possuem contato mais próximo e dividem interesses, objetivos, metas e similaridades de ideias.

Quando um grupo tem uma forte coesão podemos considerar que é uma comunidade.

 Meu pensamento é que nós podemos participar de muitos grupos, mas que só dá pra REALMENTE participar de cinco comunidades.

Por que cinco? Sei lá… acho cinco um número possível e temos cinco dedos na mão…rs.

Comunidade herdada

A ideia é que temos um limite de comunidades nas quais participamos e achei que 5 era um bom número porque temos cinco dedos na mão.

Um adulto normalmente participa de 3 comunidades básicas (que podem ter subdivisões):

1) Família (por parte de pai, por parte de mãe…)

2) Amigos de estudos (amigos do colégio, da faculdade, do mestrado..)

3) Amigos de trabalho (de trabalhos anteriores, do trabalho atual…)

Além dessas comunidades básicas, um adulto também tem algumas comunidades extras, como “Galera da pelada”, “Galera da academia”, “Galera do poker”, “Galera da bike”, “Companheiros de partido”, “Irmãos da igreja”, etc…

Não necessariamente cada grupo de WhatsApp que a gente participa é uma comunidade, tá?

Lembrando que para ser considerada de fato uma COMUNIDADE tem que ter um contato próximo (físico ou online) e uma forte coesão de interesses, objetivos e ideias.

Eis que surge a internet

O grande problema que vejo é que, como o Seinfeld disse, parece que quando chegamos lá pelos 30 anos a gente já meio que fechou as comunidades das quais participamos e dificilmente adentramos em novas: apenas mantemos as existentes, talvez adicionando (ou removendo) membros delas.

Quando essa piada do Seinfeld foi ao ar (em 1992) ainda não existia internet e eu acredito que a internet mudou muito essa realidade.

Quando os cursos EaDs (Educação a Distância) surgiram, eu percebi que os cursos presenciais perderiam algumas coisas (o presencial tem um “calor” especial), mas também percebi que o EaD ganharia novas possibilidades (que na minha opinião superam muito as perdas).

Um dos ganhos incríveis de um curso online é o alto impacto (em pouco mais de 1 ano um curso na modalidade EaD chega a quase 2 mil alunos, enquanto que no presencial alcança menos de 200 alunos no mesmo período) e uma das consequências positivas do alto impacto é a formação de uma comunidade.

Isso não quer dizer que todo curso online forme uma comunidade, tá? Talvez isso ocorra especificamente em alguns cursos.

 Dito isso, seguem 2 perguntas para reflexão:

De quais comunidades você REALMENTE participa?

Qual foi a última vez que você adicionou uma comunidade na sua vida?

Pense nisso!

Sobre quem escreve

Colunista

Formado em Artes Cênicas, Psicologia e PNL, Palestrante, Consultor, escritor, Coach e artista performático. É professor nas áreas de motivação e vendas no centro de formação do Sindicato dos Bancários do ABC em Santo André, trabalha como Ator performático(free lancer) pela empresa Um, Dois, feijão com arroz (www.umdois.com.br ) desde 1999 fazendo recreação, escultura com balões, telegramas animados, apresentador animado, mestre de cerimônia e performance artística. É gestor de RH na L3 CRM Consultoria(www.l3.com.br). Trabalha como consultor nas áreas de RH e Comercial desde 2008. Escreveu o livro “Ser Positivo” que está em sua segunda edição. E está prestes a terminar o novo livro de nome provisório “SUPERAÇÃO o X da questão”.

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