Muito tem se falado sobre ferramentas de controle de versão e as suas vantagens. Se você ainda não sabe o que são controles de versão e não conhece nada sobre GIT no post anterior, expliquei alguns detalhes dessa ferramenta tão utilizada em projetos, e considerada conhecimento essencial para o mercado de TI.

Hoje, vamos colocar a mão na massa e você aprenderá os comandos básicos para iniciar sua jornada na aprendizagem dessa ferramenta.

Instalando o GIT !

Antes de começar a utilizar devemos primeiramente instala-lo. Meio óbvio “neh”?! Mas, nessa série “Descomplica” tudo é explicado nos mínimos detalhes.

Existem diversas formas de realizar a instalação, dependendo do seu sistema operacional.

Para usuário Windows

Se você é usuário Windows a maneira mais simples de instala-lo é baixando o arquivo executável, os famosos .exe do instalador a partir da página do projeto msysgit.

Após baixar o arquivo, dê dois cliques sobre o mesmo para executa-lo. Você passará por alguns passos para a instalação, o famoso NNF, next > next > finish, assim como você já faz para instalar outros softwares no Windows.

Para usuários Linux

Para a instalação no Linux você deve instala-lo com a ferramenta de gerenciamento de pacotes (packages) disponível em sua distribuição e, por meio do terminal utilizar um dos comandos abaixo:

Usuários Fedora:

yum install git-core

Distribuições baseadas no Debian, como o Ubuntu:

apt-get install git

Para usuários MAC

Para usuário da Maçã existem duas maneiras. A mais fácil delas é usar o instalador gráfico, que você pode baixar da página do SourceForge ou via MacPorts por meio do comando:

sudo port install git-core +svn +doc +bash_completion +gitweb

Comandos de configuração

Após a instalação é necessário realizar algumas configurações, fornecendo um usuário e senha no terminal ou na janela do Git Bash (Terminal Git) com os comandos:

git config --global user.name "Insira seu nome neste campo"
git config --global user.email "Insira se email neste campo"

Essas informações serão fornecidas em operações de commit, a qual eu abordarei mais para frente e em outras operações online.

Iniciando um projeto

Antes de colocar a mão na massa, os comandos a seguir serão utilizados levando em conta operações locais (seu computador). A ideia é mostrar os comandos básicos sem abordar as operações remotas em repositórios como Github ou Bitbucket

 Let’s go ?!

Crie um diretório (pasta) qualquer para iniciar o projeto.

No Windows, clique com o botão direito do mouse dentro do diretório criado e selecione a opção git bash here, em sistemas Linux ou Mac basta utilizar os comandos dentro do terminal.

Neste exemplo criei o diretório ctrlZeta. Você poderá criar um diretório com o nome que desejar. Após a criação do diretório inicie o projeto com o comando:

git init
Exemplo dso comandos git init no terminal GNU/Linux

Crie uma pasta para o projeto, dentro da pasta utilize o comando git init

O comando git init criará um diretório oculto .git. Basicamente você criou um “lugar” para os seus arquivos, esse “lugar”, em linguagem técnica se chama Branch.

Criando um arquivo

Agora que já iniciamos nosso projeto devemos criar um arquivo para ser adicionado ao mesmo. Crie um arquivo simples chamado index.html com a estrutura básica de um documento .html. Após criado o arquivo e salvo dentro da pasta do projeto no bash/terminal digite o comando:

git status
Exemplo dos comandos git status no terminal

Digite o comando git status

Note que foram exibidas algumas mensagens, vamos focar na mensagem Untracked que exibe nosso arquivo index.html em cor vermelha. Isso quer dizer que o arquivo não esta rastreado pelo git, ou seja, devemos preparar nosso arquivo para ser rastreado para conseguirmos ter todo o controle de versionamento.

Adicionando arquivo para versionamento

Vimos que nosso arquivo index.html não está rastreado pelo git. Para adicionar esse arquivo na área de Stage (área rastreada) utilize o comando:

git add index.html

Comandos: descomplica GIT os básicos

Ao executar o comando git add estamos adicionando um arquivo para ser rastreado, nesse caso adicionamos o arquivo index.html.

Verificando o estado dos arquivos

No tópico anterior vimos que nosso arquivo não estava rastreado e ele aparecia na cor vermelha. Agora utilize o comando git status e veja o que acontece: o nosso arquivo index.html aparece na cor verde. Isso quer dizer que nosso arquivo esta sendo rastreado, logo, qualquer alteração no arquivo index.html será mostrada, bastando utilizar o git status para verificar o estado do(s) arquivo(s).

Faça o teste. Acrescente linhas ao seu arquivo, apague alguma linha, acrescente um arquivo css, salve suas alterações e utilize novamente o comando git status. Aparecerão algumas mudanças como no exemplo abaixo:

Comandos: descomplica GIT os básicos

 

Veja que nossos arquivos estão sendo rastreados, pois aparecem com o status “modified”, mas as mudanças nos arquivos ainda não, pois os arquivos estão em cor vermelha.

Para adicionar as novas alterações basta utilizar o comando git add novamente. Um truque básico para adicionar mais de um arquivo ao mesmo tempo é utilizar o   ” . ” (ponto)  no lugar do nome do arquivo, dessa forma o Git sabe que deverá adicionar as mudanças em todos os arquivos.

Gravando alterações

Após adicionar todas as alterações realizadas é necessário gravar as mesmas no repositório local. Para isso utilize o comando:

git commit -m "Meu Primeiro Commit"

Comandos: descomplica GIT os básicos

No git commit é necessário indicar o parâmetro -m e informar uma mensagem para o commit entre os caracteres “”. Após o commit é possível visualizar as informações de log. No exemplo, ele aparece como e507fd4, a branch, neste caso chamada master, onde foi realizada o commit e sua mensagem “Meu primeiro Commit“.

É possível verificar também quais foram as alterações realizadas. No exemplo, foram alterados 2 arquivos, sendo 9 inserções de linhas, e 1 linha deletada.

Isso explica bem como o Git funciona para o controle de versão, pois é possível saber o que foi alterado nos arquivos, em que branch ele foi alterado e quem alterou, facilitando o desenvolvimento de projetos onde existem muitos desenvolvedores trabalhando em conjunto.

Essas são algumas das principais operações realizadas. Existem muitas outras, principalmente quando se trabalha com repositórios remotos como GitHub, mas para não estender muito o post resolvi não aborda-las.

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Sobre quem escreve

Carlos Eduardo, 23 anos,técnico em Gestão Empresarial, estudante de Sistemas para Internet - FATEC-Carapicuíba, gosta de se aventurar no mundo do Design e um apaixonado por cinema, jogos e poker.

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