Em uma palestra bem suave da Semana TR, realizada pela Daniela Zeidan da Innovative, foram apontadas novas estratégias e tendências para o e-commerce.

Loja física x E-commerce

Canal de vendas em lojas físicas devem ser encaradas como aliadas e trabalhar junto com o e-commerce

Pode parecer coisa de museu da tecnologia falar sobre a revolução do e-commerce – a compra e venda de produtos pela Internet – mas, se repararmos bem, poderemos notar sensíveis transformações neste serviço. Elas estão ocorrendo, tanto no e-commerce em si quanto em seus players.

Vamos combinar duas siglas “suaves” pra levar isso adiante:

  • B to C – venda para o consumidor final
  • B to B – venda entre empresas

Atual cenário B to C

Há 10 anos atrás, comprar algo pela internet ou era coisa para corajosos, nerd’s, hacker’s ou pra Dory, aquela amiga do Nemo.

Hoje a coisa já mudou bastante.

Lógico que ainda existem os riscos, já que até a segura opção de pagar por boleto passou a ser visada pelos bandidos de plantão.

O e-commerce antes era visto pelas empresas como uma opção fácil de colocar seu produto à disposição do cliente. Atualmente passou a ser um canal integrado com os outros canais de venda, complementando a experiência de compra do cliente como uma opção segura em termos de escolha de produto, operação financeira, entrega e garantia. Assim, a experiência de compra passou a ser mais simples e completa.  O cliente pode comprar o que quiser, como quiser e onde quiser e depois de fechado o negócio não fica com a impressão de que foi abandonado.

Caminho atual do B to C

O cliente normalmente recebe um estímulo, que pode ser desde o “esmalte daóra daquela deusa da novela”, até o carro novo do vizinho. Daí ele corre pra Internet e começa a buscar.

 

E-commerce: Compras em mobile

As vendas em base mobile tem crescido com preferência por tablets devido melhor visualização

Desse ponto em diante a compra pode ocorrer de diferentes maneiras, dependendo do perfil do cliente e do tipo de produto. Há clientes que pesquisam na Internet, experimentam na loja física e compram na Internet. Pode também ver ao vivo, ou seja, pesquisar promoções na Internet e levar o melhor preço virtual para negociar na loja física.

Omni Channel: maior revolução do B to C

Os calcanhares de Aquiles do e-commerce, modelo B to C, eram até então:

  • pós-venda;
  • sufocar os canais físicos.

A experiência de venda Omni-Channel veio resolver tais pontos fracos.

Com ela, todos os canais de venda passaram a atuar como um só, sem diferenciações.

 

Vendas noturnas - e-commerce

Promoções feitas pelo e-commerce em horário onde as lojas físicas estão fechadas é uma estratégia para o respeito pelo canal físico

As empresas também passaram a criar formas de premiar o cliente e as revendas. Dessa forma, fidelizam o cliente que pode contar com toda uma cadeia de venda para atendê-lo de forma completa. Assim, o ponto de venda se mantém competitivo e útil, pois há um cuidado para não sufocá-lo nem criar conflitos.

Pegue o bonde andando mas não o perca!

Este novo foco no cliente está fazendo com que empresas que são 100% virtuais ganhem o espaço de empresas que antes eram especificamente físicas, mas que “tinham um site de vendas”. Um exemplo é o ramo de produtos pet.

Novas empresas 100% e-commerce roubaram fatia de mercado de empresas que eram praticamente 100% físicas, mas que tinham um site onde se podia fazer algumas compras.

A estratégia de colocar o cliente no papel central fez com que uma dessas empresas até mesmo mudasse de nome! É o caso do “Pet Center Marginal” que passou a se chamar “Petz” concorrendo com a “MeuAmigoPet”.

Ela passou a ter sua marca menos regionalizada e reformulou seu e-commerce para um poderoso canal, trabalhando como aliado das grandes lojas físicas já existentes.

Algumas grandes empresas físicas preferem fazer parcerias com outras 100% virtuais e usam seu nome para vender em seu site próprio, porém, toda infraestrutura de venda e entrega é feita por suas parceiras. Este é o caso do “Extra Hipermercados” que tem sua seção virtual de pet shop baseada sobre a “MeuAmigoPet”.

Outras vantagens do e-commerce

O velho foco do cliente sobre preço, conveniência, variedade, qualidade e frete nunca deixará de existir. Porém, o e-commerce abre margem para atendimento de nichos de mercado que antes seriam de alto risco abrir numa loja física, já que atenderiam uma pequena fatia de mercado em uma pequena região. É o caso por exemplo do “33e34”, que vende calçados nessas numerações e que são difíceis de serem encontrados em lojas. Outra vantagem é a venda por assinatura, que permite um atendimento contínuo de produtos de uso constante, como fraldas, ração, café, água mineral, papel, etc.

Para as empresas, especialmente no modelo B to C, facilita por não ser necessária a impressão de catálogos.

Outros recursos do e-commerce para empresas são:

  • categorização e gestão de linhas de produtos;
  • acompanhamento da performance de vendas;
  • gestão de campanhas;
  • multi centros de distribuição;
Vendendo pelo e-commerce

Pequenos negócios têm no e-commerce grandes chances de iniciar bem com investimentos enxutos em vendas

Para o modelo B to B, o grande “pulo do gato” do e-commerce está sendo a desintermediação dos negócios. Pequenas empresas estão vendendo para grandes conglomerados sem a necessidade de ter um corpo de venda desde o início das suas atividades.

About The Author

Colunista

39 anos, Engenheiro Mecatrônico, Uber Partner e estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Fatec São Paulo. Curto esportes, games, internet, animais e meus amigos.

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published.