Eaí miguxos, só de boas? Recentemente o pessoal da IxDA SP fez um workshop sensacional sobre UX Design e, depois da minha mente ter “explodido” algumas vezes com tanta informação, juntei todo o conhecimento e vou passar tudo para vocês em uma série de posts aqui no zeta \o/ (uhuuull ~palmas~ ~palmas~).

Então se conforte na cadeira, pegue um lanchinho leve e vem com o pai.

UX Design: Referencias ao Zangado

Imagem: Youtuber Zangado

Vamos lá, UX Design

Já demos uma breve introdução sobre UX aqui, mas devo explicar e reforçar mais alguns detalhes que precisam ser discernidos pela comunidade. O primeiro é:

1º – DESIGN NÃO É UMA ARTE “BONITINHA”!

Se você for ao santo Google agora e pesquisar você vai entender o que eu estou falando (Permita me te ajudar). Design é toda a parte da criação de um produto, desde aquele conjunto de ideias tosca no brainstorming, até o produto final lindo, maravilhoso e lacrador.

Dica: com o termo “produto” me refiro a arte, serviço ou um produto tipo bolacha/biscoito mesmo.

 

2º – “Então por que carambolas tem um UX ali?”

Boa pergunta gafanhoto, o UX Design(como muitos já devem saber) é a Experiência do Usuário (User eXperience) daquele produto, seja o usuário consumidor (ou “final”) ou o usuário que compra. “q?”

Você deve ter feito uma reflexão agora, mas imagina a situação aqui comigo.

Muitas vezes nós compramos um produto para alguém, seja uma camiseta na internet ou pagando uma conta Netflix para algum amigo (se quiserem pagar pra mim, só pra fazer o teste, seria uma boa experiência 😉 ), enfim, cada parte conta na experiência do usuário, então devemos pensar no design de cada parte e todo mundo sai feliz 😀

 

3º – “UX é só para facilitar a experiência do usuário?”

UX Design: Jornalista confuso

WTF

Você deve estar pensando, mas não necessariamente, miguxo. Se algum desenvolvedor de jogos está querendo fazer um jogo MEGA BASTLER ULTRA BOGA HARD e pensar em UX Design, para que diabos ele vai querer facilitar a experiência?

Tudo depende do objetivo, e pensar neste objetivo é o objetivo dessa série de posts!

Palma, palma não criemos pânico! Depois dessa introdução estamos finalmente prontos para começar e eu te garanto, depois de terminar de ler todos os posts “maravilindos”, sua cabeça não irá explodir (espero que não e_e).

 

Nas palavras do grande vanguardista de UX, Don Norman, “UX is everything!”. Mas, o que exatamente seria esse everything?

UX Design: Guarda Chuva do UX

Imagem: Áreas de abrangência do UX

Como você pode ver, tudo é muita coisa!

Imagine se você fosse o designer de um projeto e te pedissem para cuidar da parte de UX, em 1 ano você provavelmente não conseguiria ver todas essas questões, até porque nem tudo que esta aí faria parte do seu trabalho. Então, é exatamente por isso que o UX não deve estar somente na mão de uma só pessoa, mas da equipe inteira!

Gostaria de falar sobre todos os tipos de UX, porém, nesta série vamos focar mais no User Reseacher, Interaction Designer, Information Architec e no UX strategist. Você não precisa ser especialista em tudo isso, mas ter uma noção de com o que sua equipe irá lidar é muito importante.

 

Por onde começar?

Essa é uma questão bem flexível, pois vai depender muito do que você está querendo ou da sua situação. Pode ser que você esteja pegando um projeto do zero ou esteja pegando o bote no meio do caminho e tem que ajudar a remar. Então vou passar algumas dicas que irão te guiar pelo caminho que você precisa.

 

O produto perfeito!

Para você fazer um serviço inovador 3 fatores são indispensáveis: possibilidade, sustentabilidade e desejabilidade.

  • Possibilidade: sua equipe consegue fazer tal projeto? Vocês têm tecnologia para isso? Vocês não estão tentando fazer um máquina do tempo ou um dispositivo de dominação mundial né?
  • Sustentabilidade: não, não estamos falando necessariamente de assuntos ecológicos. Seu projeto consegue se manter no mercado? Tem possibilidade de expansão e continuidade durante anos?
  • Desejabilidade: seu cliente quer isso ou você esta querendo que ele queira? (Reflita)

Nesse último item eu gostaria de dar mais destaque. Nós fomos acostumados à mentalidade de que “temos que fazer nosso cliente gostar do nosso produto” graças as revoluções industriais e tals, e isso está ERRADO.

NÓS temos que fazer um produto que nosso CLIENTE gosta. A grande maioria dos novos produtos que saem no mercado falham, e um dos principais motivos é o fato de não pensar no cliente.

E aqui terminamos a primeira parte dessa série. Espero de verdade que vocês estejam gostando. No próximo post irei detalhar mais sobre essa questão de desejabilidade. Não se esqueçam de comentar alguma dúvida ou sugestão. Até a próxima =D

Sobre quem escreve

Designer | Colunista

Posts Relacionados