Fala galera, já estão decepcionados com as tristezas que 2017 trouxe? Eu sim, parece que é um 2016 parte 2. E todo mundo sabe que a segunda parte é a pior (menos Exterminador do Futuro, que é bom pra caralho).

Bom, resoluções de ano novo à parte, hoje trago para vocês a pequena cobertura da Iniciativa Crossover #3 que rolou dia 25 de Junho de 2016 no MIS, em São Paulo.

Sim, faz tempo que eu deveria ter publicado, mas sabe quando o texto fica na gaveta e você precisa editar as fotos, colocar aquela marca d’agua safada e a vontade de morrer domina seu corpo e alma? Peço desculpas pelo atraso, mas antes um post atrasado que uma menstruação não é mesmo?

A figura contém a imagem de uma seta e dentro da seta existe um desenho de quadrinho com a palavra CROSSOVER sobre. A palavra Iniciativa fica em cima da seta e a frase "Muito Além do Pop" fica embaixo da seta.

Iniciativa Crossover #3 – Muito Além do Pop

A Iniciativa Crossover

A Iniciativa Crossover celebra a cultura pop e promove debates sobre diversos temas do cinema, TV, games e cultura em geral.

E, em sua 3ª edição, trouxe diversos palestrantes para debater sobre como o cinema, a TV e os jogos estão evoluindo, como o público lida com esta mudança e o que podemos esperar para o futuro.

Infelizmente só pude acompanhar o talk das categorias “O Poder do Som” e  “Crossover All Stars”:

O poder do som: trilhas da tela para a sua vida

O Poder do Som: Trilhas da Tela para a Sua Vida

O que seria do filme Tubarão (1975 / EUA) se ele não tivesse aquela fodendo trilha sonora? Realmente, não seria a mesma coisa e foi assim que começou o bate papo sobre como o áudio é importante para a 7ª arte.

O painel, composto por Wendel Bezerra (Oi, eu sou o Goku), Titio Marco Antônio (dublador e radialista na KissFM), Thiago Adamo (Compositor e Sound Designer ), Thiago Borbolla (do Judão) e Tiago Lira (do Tem um Tigre no Cinema), teve o propósito de discutir sobre a importância do som nos filmes, games e séries.

Palco com os integrantes da discussão: "O poder do som, trilhas da tela para sua vida".
O Thiago Borbolla mediou o bate papo que começou com as visões dos dubladores, o Wendel e o Titio Marco Antônio falaram das dificuldades da dublagem e toda a responsabilidade que carregam.

Dublagem hoje em dia

Durante o papo foi questionada a preferência por filmes dublados ou legendados. Boa parte do público prefere assistir filmes legendados e encontram diversas barreiras em cinemas que oferecem poucas salas com áudio original. Esta preferência acontece devido a qualidade de dublagem que caiu muito.

O Wendel Bezerra fez uma analogia com futebol: “Existem diversas séries no futebol, série A, série B e as pessoas não assistem um jogo da série D. Na dublagem também deveria existir essa separação, mas para o público é tudo dublagem”. O que acaba sendo muito injusto para os profissionais que se esforçam para criar um ótimo conteúdo para a versão brasileira.

Wendell Bezerra na Iniciativa Crossover 3 gesticulando e falando no microfone.

Wendel Bezerra mostra que o seu é pequeno assim ó

O mais incrível é que a sala estava cheia de gente suando saudosismo, e cada vez que o Wendel e o Titio faziam uma voz, era um alvoroço de emoção, uma prova de como o áudio pode mexer tanto com nossos sentimentos, principalmente com a nostalgia, que reinou durante a noite.

Dificuldades na dublagem

Uma das grandes dificuldades é a falta de liberdade para adaptar o áudio de forma que o material não perca o significado durante a dublagem e que também seja fácil para o espectador interpretar e entender o contexto. Isso varia muito de produtora, mas afeta diretamente o resultado do produto.

Titio Marco Antônio na Iniciativa Crossover 3 falando ao microfone e sorrindo.
Outro caso ocorre na dublagem de games, onde apenas as partes do áudio que devem ser dubladas chegam ao estúdio, sem muito contexto. E se a pessoa que fez o áudio original não for um bom ator, ficará difícil entender se a frase deve ter uma entonação de raiva ou sarcasmo, por exemplo.

A evolução das trilhas

O Tiago Lira falou sobre o impacto do som nos filmes e disse preferir filmes de terror com aquele estilo de filmagem caseira como REC ou Atividade Paranormal.


Esta preferência se dá pois, ao mesmo tempo que o áudio direciona a emoção, pode estragar uma cena por deixar fácil a previsão de um susto quando o áudio fica mais alto ou o tema muda para algo mais sombrio.


Tiago Lira também falou sobre a evolução das trilhas, como em Mad Max: a Estrada da Fúria, que durante o filme todo consegue acompanhar as cenas de ação.

Criação de temas para jogos

O Thiago Adamo falou um pouco sobre como é criar as trilhas e sons para os jogos.

Diferente da dublagem, na maioria das vezes o compositor acompanha o desenvolvimento do jogo e tem maior liberdade de criação.

E isto faz toda a diferença no resultado final, pois possibilita uma imersão extremamente profunda do jogador com o game.

Um exemplo sensacional é a trilha e os sons acidentais de The Last Of Us.

 

Veja o bate papo completo:

 

Crossover All Stars: a expansão dos gêneros na TV e no cinema

Rubens Ewald FilhoPaulo GustavoRogério VictorinoTatá Snow falaram sobre como a TV e o cinema estão expandindo os gêneros dos conteúdos produzidos.

Veja completo:

 

Um debate que não pude acompanhar, mas gostaria de falar um pouco foi o “Mulheres em Cena: da Bonequinha de Luxo à Furiosa

Mulheres em Cena: da Bonequinha de Luxo à Furiosa

Tem um post ótimo lá no Delirium Nerd onde a Gabriela faz uma pequena reflexão sobre o papel feminino em vários filmes e a conclusão é: sim, a mulher é segundo plano, apenas um apoio para o personagem principal e muitas vezes o personagem feminino vem e vai sem nenhuma introdução e background.
Além disso, saiu o resultado do relatório anual da Center for the Study of Women in Television and Film, da Universidade Estadual de San Diego. E as mulheres dirigiram 7% dos 250 maiores filmes de 2016 nos Estados Unidos. Isso mesmo, só 7%. Veja mais sobre esse estudo no Prosa Livre.

Veja completo:

 

As outras categorias foram:

Origem da Justiça e Guerra Civil

Origem da Justiça e Guerra Civil

O painel composto por Thiago BorbollaDaniel ReiningerBruno FonsecaDoktor Bruce e Gabriel Caropreso abordaram os dois filmes mais esperados do ano com o contexto onde os heróis deixam de combater o mal para lavar a roupa suja e aprofundam o tema com a questão: “A vida imita a arte? Ou seria o inverso?”.

 

Games: a evolução do meio, do Pixel ao Voxel

Banner da palestra de Games

Celso AffiniVivian OrtenziGuilherme VertamattiRenato SevegnaniLeandro VallinaRenato Sasdelli falaram sobre o atual cenário dos jogos e como as empresas e o público encaram as mudanças de paradigmas.

 

Espadas, lasers, dragões e naves: a quebra de paradigma do sci-fi e da fantasia

Espadas, Lasers, Dragões e Naves: A Quebra de Paradigma do Sci-fi e da Fantasia

Iniciativa Crossover – Espadas, lasers, dragões e naves: a quebra de paradigma do sci-fi e da fantasia

Paulo GustavoRodrigo BaldinKarina BernardinoFábio FernandesRaphael Topo bateram um papo sobre os gêneros de ficção científica e fantasia. Eles analisaram qual o impacto destes gêneros na sociedade e o reflexo para produções futuras, dentro e fora dos cinemas.

 

Brucutu: cinemacho para homens

Brucutu: Cinemacho para homens

Iniciativa Crossover – Brucutu: cinemacho para homens

Um dos talks que eu mais queria ter assistido ao vivo foi com o Bruno Fonseca, o Bruce, o Tiago Lira, o Leandro Vallina, o Maurício Franco e o Eduardo Abbas. Eles falaram sobre os filmes de brucutus no cinema, a sua influência na época em que surgiram (anos 70/80), como são vistos hoje e como influenciam a criação de novas produções do gênero.

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