Lá vou eu começar a coluna com uma pergunta, de novo!

O que é internet das coisas ou IoT?

Em duas palestras que assisti, no Congresso e na Semana da Tecnologia da Fatec Carapicuíba , após algumas perguntas, chegou-se na seguinte conclusão: é a conhecida tecnologia embarcada que já existe hoje, mas agora, conectada com o intuito de ampliar seus benefícios.

Lógico que daí disseram:

“Então, agora, vamos conectar o sistema de controle de um avião à internet?”

Lógico que seria o sonho do Osama, mas não será bem assim.

Mas poderemos ter um pequeno sensor preso neste avião para automatizar seu monitoramento quando em terra, por exemplo.

Possibilidades da Internet das Coisas

A ideia é proporcionar que dispositivos comuns ampliem seu campo de possibilidades de atendimento ou que novos dispositivos promovam novos serviços. Isto se dará através do uso de sensores e acionadores de diversos tipos.

Alguns campos possíveis serão:

  • Controle e monitoramento de veículos, pessoas, pertences e animais

    ideia

    Internet das coisas demandará muita criatividade

  • Automação de agricultura
  • Vigilância e segurança
  • Cidades inteligentes
  • Casa inteligente
  • Esportes
  • Telemedicina e saúde

As possibilidades são infinitas. Na verdade, é um novo campo de possibilidade de atendimento, assim como os aplicativos mobile estão sendo.

E tudo começa com o Prof. Pardal tendo uma ideia!

Exemplos de aplicações atuais:

  • Pequenos botões aderidos em produtos de consumo diário, que quando estiverem esgotando, basta um clique para que seja adicionado a sua lista de compras ou feito um pedido de compra eletrônica;
  • Sensores de áudio com geolocalização espalhados pela cidade que detectam o som de disparos de armas de fogo e automaticamente notificam a polícia;
  • Sensores de umidade, temperatura ou de presença que informam a situação da plantação ou o posicionamento do gado no pasto;
  • Sensores em quadros elétricos residenciais que sinalizam choques elétricos, excesso de calor, furto de energia, etc.
  • Sensores de consumo individual de água, gás, etc;

A maior parte das aplicações, no entanto, são esperadas para a indústria e no setor de saúde, onde as necessidades de monitoramento para evitar situações críticas já é automatizado mas ainda não conectado.

Exemplos na industria são nos setores de estoques de peças e materiais, condição de máquinas e robôs, expedições e logística.

Médicos em vídeo conferência

Médico passando instruções para residente via vídeo conferência – domínio público

Já na saúde, o uso para o monitoramento de pacientes críticos, controle de estoques de medicações, controle de prontuários, monitoramento de pacientes com deficiências mentais, no caso de perda por esquecimento.

Segurança é preocupação

O ponto fraco desta tecnologia é a segurança. Uma vez que uma tecnologia era embarcada, passou a estar conectada, entra no hall de dispositivos passíveis de serem invadidos.

O uso do IPv6 vem de encontro para o aumento do nível de segurança além de possibilitar o aumento da disponibilidade de IP’s disponíveis, já que o IPv4 se encontrava saturado.

Segurança digital

Segurança é o ponto de maior cuidado da IoT – fonte: Flickr

Esta área é muito nova e irá promover uma enorme revolução em um futuro próximo onde a experiência com a internet irá mudar.

A internet irá interagir com as pessoas sem que elas, necessariamente, tomem ciência disso. Diferente de hoje, que as pessoas buscam a internet quando precisam dela.

Como sempre, um guru da computação já havia previsto que isso ocorreria há anos.

Mark Weiser (Xerox) em 1991 filosofou sobre a computação ubíqua, também chamada de computação pervasiva, ou também, inteligência ambiental. Ele declarou que “a computação ubíqua é a tecnologia calma, que fica no plano de fundo das nossas vidas.” Também citou que “as tecnologias mais importantes são aquelas que desaparecem pela integração à vida do dia-a-dia, ao nosso cotidiano, até serem indistinguíveis dele.”

Amém Weiser!

Quero mexer com esse “trem” de coisas!

Precisa, então, saber o que um programador precisa saber, como:

  • Paradigmas de programação: Procedural, Orientado Objeto, Funcional;
  • Arquitetura de software e sistemas;
  • Algorítmos e lógica de programação;
  • Compiladores e máquinas virtuais: GCC, Java e .Net;
  • Sistemas operacionais: Linux, Windows, Android e IOS;
  • Bancos de dados: MySQL, Oracle, PostgreeSQL;
  • Linguagens de programação: C, C++, Java, C#, PHP, Ruby;
  • Servidores de aplicação: Jboss, Apache Tomcat, WebSphere, GlassFish;
  • WebServers: Apache, Microsoft IIS;
  • FrameworksWeb: JSF, Asp. Net, Spring, Vraptor;
  • Conceitos Web: RESTfullAPI, XML, HTTP, Json;
  • Protocolos: TCP/IP, SNMP, SMTP, FTP.
Siglas de várias tecnologias

Dever de casa de quem deseja atuar com internet das coisas – fonte: Scientts Tecnology

Daí você estuda mais um pouco para ser um desenvolvedor de Internet das coisas:

  • Camada de Rede: IPv6, Zigbee, LoWPAN;
  • Camada de aplicação: Modbus, XMPP, CoAP, MQTT;
  • Conhecimentos básicos de eletrônica;
  • Desenvolver em ambientes com restrição de memória e processamento;
  • Remotte Download;
  • Segurança.

Bora? Estudar uma camada de rede?

Sobre quem escreve

Colunista

39 anos, Engenheiro Mecatrônico, Uber Partner e estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Fatec São Paulo. Curto esportes, games, internet, animais e meus amigos.

Posts Relacionados

Deixar uma resposta

Seu email não será publicado