Nem só de baboseiras no YouTube vive o Minecraft!

Enfim, precisou de uma professora de História da rede estadual de educação da Bahia, com mestrado em Modelagem Computacional, para trazer a potencialidade deste jogo em prol de uma experiência realmente construtiva.

A professora de história Maria Antônia Gomes da Escola Estadual Alfredo Magalhães de Salvador, desenvolveu o premiado projeto multidisciplinar “África e Bahia, um olhar através da ancestralidade” com o intuito de comemorar o Dia da África (25 de maio).

Para isso, ela utilizou o jogo Minecraft para que seus alunos de 8º e 9º anos pudessem pôr em prática os ensinamentos obtidos em sala de aula.

De uma forma divertida, os alunos puderam com isso, simular um quilombo em ambiente virtual do jogo.

Minecraft multidisciplinar

Além de se trabalhar em termos históricos a Diáspora Africana e o Quilombo como formas de resistência negra no período da escravidão no Brasil, os alunos também exercitaram temas de Geografia e Artes.

Quilombo no Minecraft

Ambiente construído retratando conhecimentos construídos em sala de aula

Por meio de ferramentas e cubos de montagem do jogo eles construíram todo o ambiente quilombola com lagos, vegetação, barreiras de contenção e proteção, personagens e animais.

“Foi muito divertido passar para dentro do jogo o que estudamos, pois pudemos entender melhor como funciona um quilombo e isso ajudou no nosso aprendizado” – afirmou o estudante Leonardo Galvão, 13 anos, do 9º ano.

Alunas que participaram do trabalho

Alunas da rede pública estadual que participaram do projeto

Será visto lá fora agora

A bela iniciativa agora será conhecida internacionalmente, pois foi indicada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) para participar do Congresso Mundial sobre Recursos Educacionais Abertos, na Polônia.

Tecnologia como ferramenta de consciência social

“A atividade é importante porque trabalha a tecnologia digital da informação, que já é uma realidade entre os estudantes, em associação com a História e o contexto social deles, pois tiveram contato com uma forma de resistência que foi importante para a nossa ancestralidade” – apontou a professora Maria Antônia.

Professora Maria Antônia

A associação da tecnologia da informação com História em prol de maior conhecimento das próprias origens

A professora ainda ressaltou que, independente de reconhecimento internacional, o projeto alcançou seu objetivo de difusão do conhecimento dos estudantes através da prática.
Um dos frutos que comprova isto foi que, usando o ambiente virtual do Minecraft, os alunos tiveram conhecimento sobre áreas que se originaram de quilombos e que hoje são bairros da capital baiana.

Alunos trabalhando no jogo

Minecraft “construíndo” de verdade

“Fiquei surpreso ao saber que no bairro onde estudamos (Rio Vermelho) existia um quilombo e isso deu mais inspiração para desenvolver o nosso quilombo, ao pesquisar mais sobre o assunto” – disse o estudante Odilon Felipe Moura de 15 anos que também está no 9º ano.

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Colunista

39 anos, Engenheiro Mecatrônico, Uber Partner e estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Fatec São Paulo. Curto esportes, games, internet, animais e meus amigos.

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