MoviePass, a empresa que pretende revolucionar os cinemas, e Mitch Lowe

Vamos conhecer o Mitch Lowe.

Ele é um dos empreendedores que vem inovando o mercado cinematografico – e não somente por ser um bom ator e um bom diretor, mas pela característica de apaixonado por cinema.

Mitch foi um dos executivos que esteve na equipe de criação do NetFlix, em 1998, e permaneceu na empresa até 2003. Saiu em seguida para trabalhar na multinacional, Mc Donald’s; naquele ano, a rede de fast-food estava passando por uma crise Mitch Lowe e a MoviePass, a empresa que pretende revolucionar os cinemasfinanceira e Mitch foi convocado com a missão de atrair novos clientes. Assim, o executivo formou uma parceria com a RedBox – empresa especializada em DVD, Blu-ray e Video Games, através de quiosques de varejo automático – e passou a apostar no aluguel dos produtos da companhia nos estacionamentos das unidades do restaurante. A ideia funcionou por algum tempo, mas logo foi deixada de lado pelo Mc Donald’s; Mitch saiu da empresa e se tornou presidente da RedBox, ficando no cargo até 2009.

 

Em curtos períodos de tempo, Mitch passou por muitas empresas até, em 2016, se tornar CEO da MoviePass, uma startup que promete levar mais pessoas aos cinemas.

NetFlix, uma ideia inicialmente estúpidaMitch Lowe e a MoviePass, a empresa que pretende revolucionar os cinemas

Poucos sabem, mas a NetFlix é  mais antiga do que imaginávamos.

Ela iniciou os seus trabalhos com serviços de entrega de DVD pelo correio, em todo o território americano.

Lowe, como cofundador, conta que muitos o abordavam para dizer que a ideia da NetFlix era uma “ideia estúpida”, porque ninguém queria receber dvd’s em casa pelo correio, devido a possível demora na entrega.

Por que as vendas de assinaturas?

Em entrevista para o Estadão, Mitch disse que a ideia de vender assinaturas em vez de alugar os filmes surgiu após perceberem que o estoque estava lotado de dvd’s. Assim, poderiam aproveitar esse fato e propor aos clientes um pagamento mensal em troca de ter à disposição um catálogo completo de filmes em suas casas, durante o período de suas assinatura – obtiveram êxito. Ele conta que resolveu sair da NetFlix em 2013, pois a empresa tinha acabado de abrir capital na época, tornando-se mais corporativa e organizada. Isso fez com que se sentisse desconfortável, principalmente pelo fato de ser um empreendedor por natureza.

É importante lembrar que por um periodo, a NetFlix teve altos e baixos, até em 2006, quando começaram a ofertar serviço de streaming nos Estados Unidos, e em 2010 no Canadá. Atualmente, além de filmes, séries e afins em sua plataforma, a empresa conta com uma vasta gama de serviços, como a produção de conteúdo. Em 2016, a empresa encerrou o ano informando que já possuem mais de 90 milhões de assinantes em cerca de 190 países.

Mitch Lowe na Campus Party  2017

Mitch Lowe e a MoviePass, a empresa que pretende revolucionar os cinemasMitch esteve no Brasil este ano e foi uma das principais atrações da Campus Party. Ele deu uma palestra para a galera falando sobre seus empreendimentos e sobre o futuro do cinema.

Segundo ele, as empresas devem dar liberdade e flexibilidade para que os seus colaboradores possam trabalhar da melhor forma possível.

Ele acredita que com essa atitude, as pessoas permanecerão desempenhando trabalhos que desejam e se sentirão como parte do sucesso da companhia, não apenas como meros funcionários presentes somente para contribuir com o lucro.

MoviePass: a “Netflix” dos cinemas?

Também com um serviço de assinaturas mensais, a MoviePass pretende levar mais pessoas aos cinemas em curtos períodos, e com um custo menor.

O serviço funcionará da seguinte forma: os usuários pagarão um valor de aproximadamente US$ 50 por mês e poderão assistir a filmes no cinema quantas vezes quiserem e tiverem disponibilidade.

Mitch Lowe e a MoviePass, a empresa que pretende revolucionar os cinemasUm ingresso nos EUA custa cerca de US$ 12. Por isso, Mitch é frequentemente questionado se trabalhando desta forma a MoviePass não terá prejuízo. Sua responsta é que existe uma possibilidade, mas em contrapartida os usuários fazem a própria divulgação do produto, e nesse sentido, para os administradores e responsáveis por cinema, é muito melhor ter as cadeiras cheiras. Assim, surgem as parcerias com essas empresas.

Assim como a NetFlix e a Amazon, eles visam a utilização de Big Data para reconhecimento de seus usuários; dessa forma poderão criar serviços exclusivos e inovadores baseados no gosto de quem mais utiliza o aplicativo.

Mitch conta ainda que empresas brasileiras já fazem parte das conversas, para, assim, iniciar trabalhos aqui em território nacional.

O que você acha da ideia? Só nos resta aguardar a chegada!

Caio Lourenço

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Faculdade de Tecnologia de Carapicuíba