Resident Evil 1 – Contando experiências de jogar a saga de forma diferente.

Este artigo contará como foi minha experiência, ao longo dos anos, com o clássico de terror: Resident Evil 1, ou simplesmente RE (mais popularmente conhecido como Bio Hazard).

Resident Evil 1

O primeiro desta franquia foi lançado em 1996, pela Capcom, desde então, alavancou inúmeras continuações ao longo dos anos.

Algumas maravilhosas e inesquecíveis para mim, como os Resident Evil do Playstation 1, outras não tão aceitas pelos fãs, como Resident Evil 6, mas, em suma, esta saga gerou milhares de fãs no decorrer dos anos e é por isso que gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência com vocês.

É importante frisar que este depoimento contém spoilers e que, se você nunca jogou, é bom que não continue a leitura.

Por outro lado, se é um grande fã, assim como eu, faço o convite para continuar acompanhando este texto, e quem sabe reviver momentos muito legais de sua infância e adolescência. Preparados então?

Let’s go

Para que esta história faça sentido para vocês, é necessário que eu explique que ela se trata do meu ponto de vista.

Você, como jogador ou não, pode ter uma visão diferente, mas o que vos trago é a minha vivência, recordações e experiências em anos jogando títulos da saga Resident Evil.

Acho bastante interessante aquelas matérias informativas, com dados da atualidade e tudo mais, porém, acredito que uma escrita diferenciada possa trazer o leitor mais para “dentro” deste mundo e é isso que espero.

No mais, espero que gostem, e é claro, sintam-se animados, depois de lerem tudo isso, refazerem uma maratona aí de RE, quem sabe? Até me deu vontade de fazê-lo…

AGORA SIM… COMEÇAMOS COM RESIDENT EVIL 1

Para mim, tudo começou por volta do ano de 1997, mais ou menos. Meus pais possuíam uma locadora de videogame em Fortaleza-CE.

Naquela época, compramos nosso primeiro (e único) Playstation 1, como de praxe, testávamos alguns jogos antes de comprá-los. Entre eles estava o Resident Evil.

Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira imagem que me chamou atenção na tela: “July, 1998…”.

Com a mentalidade de uma criança de 10 anos (olha eu entregando minha idade), logo veio à mente aquela ideia de que, sei lá, aquilo aconteceria no futuro, de que, de alguma forma, o jogo estava nos “avisando” do perigo.

Loucura, eu sei.

Bem, não fiquei muito satisfeita com o que vi depois, mas… Creio que estou me adiantando um pouco.

O fato é que compramos o jogo (e não, não era original. Não tínhamos dinheiro, então veio um pirata mesmo) e dali em diante, passei a observar muitos frequentadores da locadora tentando zerar o RE1.

Todos sem sucesso, é claro. Eu, como a maioria, tinha muito medo de jogar, por isso, sempre que podia, sentava em um dos banquinhos e ficava só olhando.

Por ser uma novidade, quem tentava a façanha de zerar o jogo, acabava ganhando uma pequena plateia de curiosos, todos esperando que aquela fosse a pessoa a enfrentar todos os desafios de horas e vencer.

Logo, realmente alguém conseguiu, mas eu não lembro quem, sendo bem sincera.

Meu primeiro contato mais “sério” com o jogo só aconteceu alguns anos depois, quando finalmente, depois de ver tanta gente jogar, decorei grande parte e tive coragem de jogá-lo de fato.

NÃO FOI FÁCIL, NÃO MESMOOOOO!

Esse é de longe o mais difícil de todos. Muita gente pode dizer que é porque a jogabilidade é ultrapassada, ou que não existiam muitos efeitos especiais como hoje, ou como aquela qualidade era horrível, mas para mim, ele é o mais desafiador de todos. Seja pela dificuldade em desviar de zumbis, seja pela escassez de balas, seja pelos inimigos aterrorizantes, não sei. O que sei é que até hoje eu só consegui zerá-lo UMA vez e foi no “EASY”. E lá vou eu me adiantar de novo…

Melhor explicar um pouco da jogabilidade, assim, quem não lembra, ou não jogou, entende a desgraça que era jogar RE1.

Os personagens

Neste primeiro game, você podia escolher entre dois personagens principais: Jill Valentine (esta reaparece no RE3 e RE5, se bem me lembro), e o Chris Redfield (este aparece no RE5 e RE6, dizem que aquele “Redfield” do RE7 é ele, mas este tenho minhas dúvidas).

Os dois são membros do grupo especial S.T.A.R.S. (Special Tactics And Rescue Service), que tinha a tarefa de investigar estranhos acontecimentos na cidade de Raccon City.

Naquela missão em especial, os dois membros citados se juntaram a mais três componentes para seguirem para os arredores da Floresta de Raccon, onde haviam relatos do que parecia com ataques de canibalismo (o que na verdade eram os experimentos do laboratório que haviam se espalhado).

De qualquer forma, escolhendo jogar com a Jill (que foi o que fiz, é claro), a vida fica um pouco menos difícil, já que ela começa com uma arma, tem um item para abrir portas e a ajudinha bastante importante do Barry Burton (depois contarei uma curiosidade sobre um dos aparecimentos dele no jogo), um dos membros veteranos do S.T.A.R.S.

Se você quiser tornar as coisas 100% mais difíceis, pode começar com o Chris, mas já aviso que ele não inicia o jogo com uma arma, apenas uma faca, não tem item para abrir portas, não conta com a ajuda do Barry, tendo que se virar (até encontrar a Rebecca, que não ajuda tanto, devo salientar). Pois é, ainda devo uma tentativa de zerar com o Chris.

Confesso que tentei algumas vezes, mas desisti logo. Quem sabe um dia…

Jogando com a Jill

Vamos nos concentrar no que importa no momento, que é a jogabilidade com a Jill, foi com quem zerei.

Aliás, mesmo que eu tenha zerado apenas uma vez, é importante citar que isso aconteceu muito recentemente.

Mesmo que eu conheça o jogo há mais de 15 anos, só tive coragem de zerá-lo em 2014.

Pois é… Foi um trabalho árduo, onde tinha uma gravação de mais ou menos 6 horas (não, não foram seis horas seguidas, obviamente. Talvez tenha sido mais que isso. Não me lembro e perdi a gravação), em que salvei o jogo com aquele “ink ribbom” umas trinta vezes, porque tinha medo de morrer a todo momento (não que não tenha morrido, porque morri, vou até citar algumas das piores vezes).

Voltando a jogabilidade, como já citei, RE1 tem algumas particularidades que tornam o desafio de zerá-lo muito mais… Alto.

Além de ter poucas balas, a questão de desviar zumbis ser limitada, ainda existe o fato de que, se esses carinhas legais te agarrarem duas vezes, você está morto. Senão morto, muito perto de um lindo game over.

Eu era péssima em driblar os malditos. SEMPRE… SEMPRE eles me pegavam, porque os corredores são muito estreitos, as câmeras não ajudam, e quando você percebe, a criatura está em cima de você, com aqueles braços nojentos esticados e… Eca.

Falando nisso, mas não exatamente nisso, sabe aquela curiosidade sobre uma das aparições do Barry? Então…

O cavaleiro alado

Ele é meio que um “apoio” da Jill, sempre surge em momentos tensos, ou quando ela mais precisa. Pois bem, em dado momento do jogo, você encontra uma arma muito útil, a Shotgun. Acreditem, essa arma é uma mão na roda. De qualquer forma, para a Jill pegar esta arma é preciso retirá-la em uma sala onde está pendurada em uma parede. Quando você retira, até escuta um barulho. Pois é, uma armadilha foi ativada. (Se vier pegar essa arma com o Chris sem a “shotgun quebrada” para pôr no lugar. Sinto muito informar, mas está morto).

Na sala seguinte, a porta está trancada e aí você descobre que será esmagado pelo teto. Seu coração acelera, porque você pensa que realmente vai morrer, se for um marinheiro de primeira viagem. Mas eis que surge seu herói em um cavalo branco… Mentira, é só o Barry que surge e arromba a porta com um chute bem dado. Sim, ele é um herói.

No entanto, teve uma vez que não tenho ideia do que fiz. Não lembro o que foi de errado, só sei que o Barry não apareceu e eu realmente morri esmagada.

Foi frustrante e terrível, me deixou traumatizada um tempo depois, porque imaginava que o Barry não apareceria de novo, e de novo, e de novo.

Hunters malditos

Outra coisa que me assombrava neste jogo em especial eram os Hunters. Uns demônios com cara de sapo e garras que saltavam, corriam e arrancavam sua cabeça (é, eu morri algumas vezes assim). Olhem só algumas dessas coisinhas feias:

 

O segredo com esses feiosos aí é você não ter nenhum dano e usar aquela linda e maravilhosa shotgun, ou a bazooka, ou arma muito útil. De qualquer forma, a primeira aparição de um Hunter no jogo é um pouco assustadora. Tem até um filme para eles, para ver só clicar aqui ó, ou assista ali embaixo.

Sabe o que é pior? Essas pragas estão por toda a mansão, em determinado momento do jogo e também nos túneis, que é para onde se vai um pouco depois.

Falando em túneis, além dos Hunters, existem muitas armadilhas, entre elas, tem umas pedras gigantes. Dependendo do que você fala nas paredes dos túneis, se não fizer direito, estas pedras rolam atrás de você e te esmagam (devo dizer que morri assim algumas vezes? Pois é…).

Bem, acredito que já prolonguei demais neste monólogo eterno, desculpem! Mas, prometo que eu volto para continuar essa aventura louca… Esperem por mim! E é claro, se alguém quiser comentar suas experiências, quiser fofocar sobre, comenta aí! Vai que eu tenha esquecido algo, nunca se sabe… HAHAHAHHAHA! UM abraço a todos e até breve, galeraaaaa!