Fui desafiado a escrever dicas para os jovens que terminam a faculdade e querem entrar no mercado de trabalho.

Isso me remeteu ao final da década de 90, quando minha carreira estava apenas começando. Na verdade, eu queria muito ser ator e fiz faculdade de artes cênicas. Foi uma excelente oportunidade de adquirir conhecimento e crescimento humano e intelectual.

Hoje eu não seria um palestrante, consultor, coach e professor se não tivesse perdido o medo de falar em público.  O curso de artes cênicas foi fundamental para isso. Hoje em dia as empresas estão à procura de jovens que saibam falar em público e que saibam conquistar outras pessoas e engajá-las em novos projetos.

Mas, minha carreira começou mesmo quando fiz faculdade de psicologia e comecei a trabalhar com RH (recursos humanos). Naquela época era bem diferente do que é hoje, pois não existia internet nem telefone celular. O conhecimento tinha que ser buscado nos livros, nas enciclopédias e nos professores. Hoje em dia, o “pai” Google faz isso para todos nós…rs.

Brincadeiras à parte, o conhecimento está bem mais próximo de nós hoje do que nas décadas de 80 e 90.

Muitos achavam que ter o conhecimento ao alcance de todos facilitaria tudo, mas nos deparamos com uma geração de jovens preguiçosos. Jovens que, por terem tudo à mão, acabam não fazendo uso desse conhecimento.

Bom, mas a pergunta que ainda persiste na cabeça desses jovens é: como vou entrar no mercado de trabalho?

Você acaba de terminar seu curso na faculdade, e agora?

Trabalho: O que fazer depois da faculdade?

Trabalho: o que fazer depois da faculdade?

Esses jovens acreditam que ter um diploma ainda é um diferencial. Mas se enganam, porque o mercado exige mais do que apenas um diploma. É preciso ter uma postura diferente daquela que você teve durante a faculdade.

Os jovens recém formados buscam estágios na área em que acabaram de se formar, mas a maioria das empresas não efetivam esses jovens.

Na verdade, não dão a mínima importância aos estagiários, que são contratados como “auxiliares de tudo”. Mão de obra barata que só é efetivada “caso o patrão goste”. Hoje em dia são raros os casos de efetivação de estagiários. Então o que fazer?

Eu sou adepto de cursos extras que tragam oportunidades. Por exemplo, se você pretende ser um designer, faça um curso relativo a desenho.

Não importa a profissão que você escolher, procure fazer cursos que ofereçam conhecimentos e certificações relacionados à área que você escolheu.

O trabalho certo para o trabalhador certo

As empresas procuram profissionais atualizados e certificados. As empresas que contratam com o objetivo de ensinar e formar um bom profissional são poucas, e isso tem um preço. Essas empresas pagam menos do que as outras no mercado de trabalho.

A dica que fica é que não existe fórmula pronta para se engajar no mercado de trabalho. Você deverá ter uma postura melhor do que teve na faculdade, se tornar mais consciente e mais disciplinado. Terá que fazer cursos extras e adquirir certificações. Mas, mesmo assim, se você não for ao encontro da oportunidade, ela não virá ao seu encontro.

Portanto, meu jovem, seja diferente dos seus concorrentes e mostre aos contratantes que você tem uma postura diferenciada. Mostre que você é disciplinado e tem vontade de aprender sempre.

Isso sim os recrutadores buscam nos jovens, VONTADE e nunca preguiça.

Faça cursos mesmo que não sejam relacionados à sua área de estudo, pois como aconteceu comigo no início da minha carreira, conhecimentos de outras áreas pode te habilitar a fazer coisas que seus concorrentes não fazem. E ser flexível nos dias de hoje é uma característica dos grandes profissionais.
#ficadica

Sobre quem escreve

Colunista

Formado em Artes Cênicas, Psicologia e PNL, Palestrante, Consultor, escritor, Coach e artista performático. É professor nas áreas de motivação e vendas no centro de formação do Sindicato dos Bancários do ABC em Santo André, trabalha como Ator performático(free lancer) pela empresa Um, Dois, feijão com arroz (www.umdois.com.br ) desde 1999 fazendo recreação, escultura com balões, telegramas animados, apresentador animado, mestre de cerimônia e performance artística. É gestor de RH na L3 CRM Consultoria(www.l3.com.br). Trabalha como consultor nas áreas de RH e Comercial desde 2008. Escreveu o livro “Ser Positivo” que está em sua segunda edição. E está prestes a terminar o novo livro de nome provisório “SUPERAÇÃO o X da questão”.

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